Do fundo da noite que me envolve
Escura como o inferno de ponta a ponta
Agradeço a qualquer Deus que seja
Pela minha alma inconquistável
Nas garras dos destino
Eu não vacilei nem chorei
Sob as pancadas do acaso…
Minha cabeça está sangrando, porém erguida
Além deste lugar tenebroso
Só se percebe o horror das trevas
E ainda assim, o tempo,
Encontra, e há de encontrar-me, destemido
Não importa quão estreito o portão
Nem quão pesado os ensinamentos
Eu sou o mestre do meu destino
Eu sou o comandante da minha alma
William E Henley
 
Coração Invencível

As pessoas não esperam que algo ruim aconteça com elas, diariamente elas veem pela televisão algo de mal acontecer e muitas vezes acham que aquilo não iria acontecer com elas porque levam a vida bem e sem nenhum problema.

Eu pensava assim, mas em uma segunda feira, depois de ter voltado de um jogo de vôlei da escola, eu fui pra casa e depois fui pegar minha mãe no serviço. Estava muito calor, então resolvemos parar na padaria e comprar uma Coca Cola e alguma coisa para comer, eu, minha mãe e minha irmã ficamos dentro do carro, enquanto meu pai havia descido para entrar na padaria.

Foi então que passei a mão pelo pescoço e senti algo diferente, parecia ser um relevo pequeno no pescoço que era mínimo, algo que não parecia ser algo grave, afinal nem ao menos dava para notar, mas aquilo me deixou preocupado, eu me virei pra minha mãe enquanto contava sobre o que descobrira. Minha mãe achou um pouco estranho, mas me recordou que havia arrancado quatro dentes e não fazia muito tempo, e eu não tinha as amídalas, então deduzir ser algo relacionado a garganta ou aos dentes, mas aquilo preocupou minha mãe, que disse que me passaria no posto, já que meu pai estava com febre e iria passar lá também.

Me passaram no acolhimento e lembro que pediram exames de sangue urgentes para o dia seguinte, aquilo me deixou nervoso, assim comecei a pensar no que podia ser, entre tantas coisas me passaram pela cabeça, mas tentei não pensar naquilo. No dia seguinte, a pequena bolinha do pescoço aumentara de tamanho, ficando extremamente estranha, como se algo tivesse parado na minha garganta e deixado um relevo grande.

Não estava me sentindo totalmente bem, apenas parecia que estava cansado, porém sabia que era da febre que aparecera pela manhã, passei o dia totalmente mal, enquanto na manhã seguinte com os exames já prontos, uma medica me atendeu e descobriu que eu tinha outras ”Ínguas”(As ínguas, chamadas cientificamente de Adenite, são gânglios linfáticos que aumentam de tamanho por causa de uma infecção e/ou inflamação) pelo corpo, uma do lado do corpo praticamente na costela, uma debaixo do braço que era enorme e outras duas na perna.

Minha mãe perguntou pra medica o que ela achava que fosse, foi então que percebi que não era algo comum, a médica parecia em duvida e apenas disse que podia se tratar de uma infecção nos gânglios.

Porém quando fui para casa, eu piorei, a febre não passava e as Ínguas estavam começando a incomodar, parecia que estava faltando ar pra mim, foi então que minha mãe e meu pai decidiram me levar na Unicamp, Universidade de Campinas apenas assenti concordando quando eles deram a ideia, e cara, eu não gosto de ir naquele lugar.

O cheiro do hospital me deixava nervoso, zonzo, tudo misturado com paredes brancas e o cheiro de produto de limpeza, parecia ser outra dimensão lá dentro, era frio e barulhento. Me atenderam, e disseram que eu tinha que voltar na segunda feira e nisso era uma sexta e teria que esperar dois dias pra voltar. Mas minha situação piorou durante a madrugada, minha mãe disse, que as Ínguas começaram a crescer, enquanto senti o ar faltando, acordei desesperado porque não conseguia respirar e assim fomos novamente para a Unicamp, porém dessa vez, eles iam me internar.

Cara como eu odeio agulhas, passei a odiar mais ainda quando me colocaram acesso no braço, aquilo me deixava extremamente bravo por ter que mexer os braços com cuidado para não sair da veia. Eu comecei a ver como a situação estava, já sabia que não era algo normal, era algo grande e ruim, mas obviamente minha mãe não admitia, até que uma médica chamou minha mãe e disse, ” Nós temos suspeita que ele está com câncer, qual, não sabemos, mas podemos quase afirmar”.

Eu fui levado para cima, e colocado em um quarto, e meu medo começou a tomar conta de mim, quando me colocaram para fazer ultrassom, as Ínguas estavam enormes, e eu estava sentindo um desconforto no estômago, assim, descobriram que também haviam dentro do estômago, elas eram grandes, quase do tamanho de bolas de tênis. Aquilo me fez pensar, ”Vão me abrir pra tirar isso”.

Enquanto eu estava no quarto, liguei para os amigos dizendo estava tudo bem e dizia ser suspeita de toxoplasmose, eu falava aquilo para não ficarem preocupados, como também me esforçava ao máximo para parecer bem, mas no fundo eu não estava, eu me sentia cansado e fraco, pesado pelas ínguas, me olhei no espelho e percebi o quão estranho eu estava, me perguntei, se iria sair daquela, comecei a pensar que logo, estaria fora dali, que iriam descobrir o que eu tinha logo e eu voltaria para escola. Mas dia após dia, parecia impossível achar aquilo e ficou mais difícil, quando comecei a sentir dores no estômago, eram bem rápidas, mas as dores me faziam sentir como se me dessem pontadas por dentro, aquilo me incomodava, mas eram muito rápidas.

Passou algum tempo, começaram os rumores que queria fazer uma biopsia em mim, (Especificamente, a biópsia consiste na remoção de uma amostra de células e/ou tecidos do organismo vivo, no caso, seres humanos), porém não havia data marcada, apenas queriam fazer.

Alguns amigos foram no hospital, mas no fundo não queria que eles me vissem daquele jeito, me sentia frágil e extremamente bobo em cima daquela cama.

Até que depois de muito falatório, me liberaram pra ir para casa, eu mal podia acreditar, tanto pelo fato deles quererem me liberar daquele jeito, como o fato de eu querer sair dali.

Fui pra casa e estava animado para voltar pra escola, mas minha mãe insistia que eu fica-se em casa, porém havia combinado com alguns colegas que iria. Lembro que meu pai havia comprado um notebook novo e pesquisei nele os sintomas que eu tinha, e como primeiro resultado apareceu, Linfoma, e era um câncer.

Aquilo me deixou com medo, mas não comentará para ninguém, apenas fui na escola querendo ver todos os amigos, afinal, eu não sabia que aquela ia ser a última vez na escola.

Eu voltei da escola muito cansado e me perguntei como ficara daquele jeito novamente, afinal eu estava ótimo durante o dia e com o passar das horas, me sentia mais e mais cansado e exausto, até que então comecei a botar em prática a ideia de estar com câncer, aquilo pareceu ser bobagem no começo, mas pensei bem e me perguntei o que faria, me perguntei se iria ficar tudo bem, e tentando ao máximo, tentar relaxar.

Naquela madrugada me senti mal de novo, e novamente tive que voltar pra Unicamp, porém, muito pior que eu estava antes. Para piorar a situação me mandavam comida salgada, talvez queriam me enfartar ou algo assim.

Não me lembro ao certo, mas eu tinha uma consulta no Boldrini, O Centro Infantil Boldrini é um hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica localizado em Campinas – SP. e quando ouvi o Nome ”Boldrini” me desesperei, eu sabia o que era, então não queria ir, mas não havia jeito, me colocaram em uma cadeira de rodas e me levaram até lá de ambulância.

Me lembro de ter que ficar esperando, passando mal e cansado, durante acho que umas seis horas, porque ninguém me atendia, apenas fiquei lá com meu pai e minha mãe e com um soro enorme que parecia uma garrafa de 3 litros pendurada em um apoio, eu estava quase descrente que não me atenderia, até uma médica chamar a atenção de todos os enfermeiros e funcionários, que estavam fazendo pouco de nós, pois é, depois de muito tempo, eu fui atendido por uma médica que tinha um olhar que parecia impor muito respeito sobre os enfermeiros e os outros.

Ela me colocou numa sala e começou a medir a ínguas em mim, depois de algum tempo, ela disse que as visíveis, contando todas, tinham entre 63 centímetros de massa, já que agora, todas ínguas do meu pescoço se juntaram em algo que lembrava uma massa de cimento.

Ela achou melhor me internar lá e começaram a marcar a biopsia que tinham planejado.
Então tudo piorou, como se nada pude-se ficar pior, comecei a sentir dores absurdamente fortes no estômago durante a noite, lembro de ficar chorando e me contorcendo, aquilo doía tanto que parecia que algo dentro de mim queria me abrir por dentro com uma faca. Recordo de gritar muito e aos passar dos dias, parei de comer, pelo fato de doer tanto.
Alguns enfermeiros achavam ruim o barulho que eu fazia, ou o incomodo que eu dava a eles quando minha mãe pedia remédios. As dores só aumentavam, eu nunca havia sentido nada daquele jeito e me perguntei por quanto tempo iria aguentar aquilo e se iria passar.

Eu não tinha hora para tomar remédios, apenas tomava um atrás do outro para ver se faziam efeito contra a dor, mas nenhum fazia, o que apenas me fazia relaxar, nem que fosse o mínimo eram bolsas de água quente que minha mãe improvisara em luvas que ela pedia. Eu pedia para ela esquentar, ao máximo, tanto que fiquei com alguns queimaduras depois, as colocava nas costas, achava que a dor de uma queimadura iria encobrir a dor que eu estava sentindo.

Até que um dia, sem mais nem menos, eu me lembro de ter apagado, talvez desmaiado ou quem sabe morrido, mas tudo passou, a dor já não existia mais, então, comecei a perguntar pra mim mesmo, se iria desistir, já não aguentava mais as dores, nem mesmo tendo recebido doses de morfina durante a semana, que não fizeram efeito algum.

Então comecei a lembrar das pessoas, da minha família e amigos, lembrei das pessoas que ficavam preocupados comigo, que rezavam e pediam em suas igrejas, orações para mim. Me lembrei do meu pai e da minha mãe que ficavam revezando a cada um dia para ficar comigo durante todos os dias e noites, do quão cansados eles estavam, apesar de nunca expressarem isso perto de mim, me lembrei das minhas tias, meus tios, minhas avós, meus avôs, dos amigos, que ligaram e que com certeza estava preocupados comigo.
Lembrei também do esforço das pessoas, que estava contando comigo, que esperavam que eu melhoraria. Foi então que descobri, que seria descaso morrer ali, havia pessoas contando comigo, minha mãe parou de trabalhar para ficar comigo, minhas tias davam carona e às vezes meus tios ajudava ela a chegar no hospital quando meu pai estava trabalhando, ainda mais, iria desperdiçar os bons pensamentos que as pessoas estavam mandando pra mim, eu queria ver todos, minha família, meus amigos, todos aqueles que eu gostava. Então decidi, que não iria morrer, não ali em cima da cama de um hospital. Eu iria aguentar até o final, não importa-se o quão dolorido seria.

Abri os olhos e as dores voltaram, mas não chorei, nem gritei, apenas me mantive deitado na cama, enquanto minha mãe voltaram com algumas enfermeiras. Notei que naquele momento, agora eu teria que aguentar ao limite.

O dia do resultado da biopsia estava perto, durante um mês e meio no hospital com um corte debaixo do braço que havia retirado um nódulo para o exame, as dores começaram a passar, até que o dia finalmente chegara. Eu havia acordado cedo, minha mãe e meu pai estavam na sala, olhei ao redor da porta que separava a sala das visitas, que era pressurizada entre os quartos e senti a vontade de chorar quando a médica entrou na sala, trazendo um banquinho e uma pasta na mão.

Ela colocou o banco em um canto e sentou e disse ”Lembra aquela chance mínima do que o Lu tinha de possuir câncer? Foi nessa chance mínima que ele teve”. Eu abaixei a cabeça e comecei a chorar baixo, não tive em momento algum coragem de olhar pra ninguém, principalmente meu pai, não queria que ele me visse chorando, então permaneci com a cabeça baixa. Enquanto a médica falava várias outras coisas que eu não conseguia ouvir, até que então, ela saiu e minha mãe seguiu ela pra perguntar algumas coisas.

Me perguntei se iria morrer, do pouco que eu sabia de câncer e que ouvira falar, sabia que era algo extremamente ruim, não sabia como iria ser, se iria doer ou doer muito, apenas passou que iria cair meu cabelo.

No mesmo dia fui levado pra fazer mielograma, um exame que coletava um sangue dentro dos ossos, me botaram pra dormir e quando acordei parecia estar atropelado, doía todo meu corpo, meus ossos e minha cintura parecia que iria romper.

Na mesma noite, entre o que me lembro ser, era umas oito da noite, pedi pra minha mãe o celular para ligar pra um amigo e dizer que eu estava doente e não iria para escola, assim ele poderia avisar os outros. Eu peguei o telefone e disquei o número da casa dele.
Tentei ao máximo não parecer triste, quando ele atendeu foi:

– Oi Lu já saiu do Hospital?
– Não, eu, ainda vou ficar mais um tempo.
Ele ficou em silêncio e voltou a falar algo que não lembro, porém já não aguentando mais, eu disse:
– Cara eu tô com câncer.

Achei que ele iria rir, dizer pra mim parar de falar aquelas coisas ou me dar um sermão por achar que estava falando besteira, porém ele apenas começou a chorar e me senti o pior amigo do mundo, afinal eu nunca havia ouvido ele chorar, então não aguentando mais, eu chorei também, conseguindo apenas dizer entre soluços um, ” Você é muito dahora cara”, e joguei o telefone na cama e deitei chorando.

No dia seguinte me acordaram cedo pra coletar sangue, e ouvi dizer que uma amiga e uma amigo meu iriam me ver, eu pensei, ”Ah não, eles vão me ver todo acabado”. Me levaram até o elevador de cadeira de rodas, enquanto perguntava o que iria fazer e me disseram, “Liquor”, me perguntei o que diabos era aquilo e me disseram que iria coletar um liquido da minha coluna pra exame.

Eu estava tranquilo, achei que iria me botar pra dormir e de boa, mas perguntei sobre isso e entrei em desespero quando me disseram que teria que fazer acordado. Achei que era brincadeira, me perguntei que ser humano racional colocaria uma agulha na minha coluna comigo acordado, foi então que entrei em desespero, comecei a chorar e para piorar, no caminho, eu vi meus dois amigos e quis me matar por eles me verem chorando.

Entrei na sala e o desespero aumentava, fiquei sentando em cima da maca enquanto me pai que entrou comigo, me perguntei se aquilo era realmente sério e em um momento real, foi quando a porta se abriu, e entrou um doutor asiático na sala, ele tinha cara de bravo, mas no momento não me importava quem era, eu estava desesperado. Ele se aproximou, e pensei que iria pedir pra mim parar de chorar, foi então que ele disse, ”Oi, tudo bem?, quem era aquela moça lá fora, sua namorada?”

Eu pensei, ”Mas o que que ele tava falando, até que então me lembrei da minha amiga, e fiquei vermelho pelo comentário, levante os olhos e disse, ”não”, foi então que vi ele estava rindo, junto com os outros enfermeiros na sala, e eu também sorri, me perguntei se não podiam me dar uma paulada na cabeça pra mim dormir, mas ele me prometeu que seria rápido.

Em nenhum momento ele me dissera, ” Não vai doer”, apenas começou a me perguntar da minha amiga, insinuando que ela era minha namorada, e sem perceber eu estava rindo entre os soluços, quando ele me disse pra respirar fundo, até que então, sentia uma dor nas costas forte, algo que começou a entrar e roçar nos meus nervos, e então, finalmente nas juntas dos ossos, tentei ficar reto, mas me seguraram enquanto sentia algo frio escorrer das costas. e em pouco tempo, me vi deitado de pernas pra cima numa maca, tendo de aguardar pra poder subir no quarto.

Depois que me levaram de voltar, senti a coluna doer e a sensação dela ter virado manteiga e ali, através do vidro, na sala de visitas meus dois amigos me olhando, eu disse um “Oi” no qual foi 100% abafado pelo vidro pressurizado.

Assim, dois dias depois fui fazer minha primeira Quimeo, me assustei com o liquido Cor de Sangue que parecia suco de morango e comecei a pensar no meu cabelo.
A palavra cansaço vive em meu dia-a-dia, tal como a dor e o medo.

Me lembro dos olhares dos enfermeiros, quase um olhar discreto e disfarçado de pena, talvez tinha a certeza que eu iria a qualquer momento falecer ali.

Das noites aterrorizantes que me assolaram, com a dor fulminante tomando conta do meu corpo, e que aos pouco viria a tomar minha mente.

 

Mas entre aqueles segundos quase morto, algo talvez de tão fundo do meu corpo contraia meus músculos exaustos e doloridos, impulsionou meu corpo em uma carga de uma força desconhecida, tal quase, querendo combater a dor insuportável como um guerreiro sozinho a frente de um exercito.


Naquele momento ele dizia aos meus músculos, a minha mente embaçada e denegrida pela dor, para aguentar, talvez fosse a loucura e o desespero já me consumindo ali. Aquela força ecoou em um soneto tal parecido como uma oração, parecia na constância teimosia de forçar meus músculos, mente e vontade, para que eu não me curva-se diante da dor, mesmo com os gritos e urros vindo de todo meu corpo, dizendo apenas ” Não aguento mais”.


Daqueles poucos segundos, me lembrei daqueles que me esperavam, me lembrei o quão tempo fazia que eu estava lá, e quase em uma prece, eu respirei fundo, tendo a impressão que meu peito iria se romper, e implorei, ao que quer que fosse aquilo que ainda me mantinha vivo que eu não queria morrer, não ali e não agora e talvez, dentro de todos os segundos de dor e desespero, implorei para que meu corpo aguenta-se, que talvez realmente tudo aquilo fosse muito pra mim, mas não seria hoje, não seria agora, nem amanhã que eu iria me cansar e desistir de todo um trajeto, mesmo curvo e triste causado pela doença que aparecerá de surpresa.

Abri os olhos embaçados por lágrimas, trinquei os dentes tão forte que senti o maxilar trincar. Me juntei ao que quer que fosse aquele fio de força que sobrará e empurrei, gritei, aguentei e me coloquei de pé agora em silêncio em cima da cama, vendo que mesmo pela dor , não iria mais chorar nem me contorcer nem mais um instante, porque eu sabia que iria e aguentar até o final.”

Escrito por Luciano Rodrigo
Editado por Anderson Marlon

Luciano no entanto está bem de vida e alimentos que antes ele não comia por conta da sua fragilidade, hoje ele come naturalmente, mesmo de vez em quando passando mal, mas não tão gravemente, ele é um garoto alegre que faz as pessoas sorrirem e ficar espantadas com sua história. A história é verdadeira assim como ele também é, Luciano é meu amigo, um guerreiro que batalhou pela vida. Muitos se lamentam porque a vida dele não é justa ou coisa do tipo, Luciano demostrou e demonstra para as pessoas que desistir não é o caminho certo, tudo acaba e a felicidade sempre chega para quem sabe.
Essa é a história é de Luciano Rodrigo Beiro Junior.
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